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Opinião

Aconteceu no final do mês de outubro de 1979. Pela primeira vez – e, até hoje, a única no nosso país – as trabalhadores domésticas juntavam-se no Pavilhão dos Desportos de Lisboa para realizar o seu primeiro congresso nacional, sob o lema “Dizemos não à servidão”. Nos meses anteriores, o Sindicato do Serviço Doméstico multiplicara reuniões preparatórias e, em junho desse ano, lançara um Inquérito à Opinião Pública, que pretendia formar as delegadas sindicais no contacto com a população, pô-las a socializar, a comunicar na rua, a fazer entrevistas e a distribuir material, a chamar a atenção da sociedade para o Congresso.

Em 2014, um grupo de jovens de Gaia fez aquilo que a política gosta de elogiar nos discursos: organizou-se. Criaram o movimento Sk8Gaia, abriram uma página, lançaram uma petição e pediram algo revolucionário… um skate park.

Passaram mais de dez anos. Em todo o concelho, a resposta foi simbólica: uma rampa. Uma. Quase um monumento à escassez.